- Marcelo Elias Garcia Jorge, natural do Brasil, nasceu a 28 de Dezembro de 1984, em São Paulo, capital, cidade na qual reside até hoje.
- Desde menino muito caseiro, fator este que se acomodou bem à sua dedicação aos e deleite pelos estudos, foi por volta dos 15 anos de idade que adquiriu grande gosto pela leitura após ter lido o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, o qual haveria de despertar também sua vontade por verbalizar em poemas as sensações que lhe pululavam o coração infante e fresco, recentemente desabrochado para os incidentes e arroubos da paixão. Esta fase lhe encerra poucas e livres composições que se apresentam mais como declarações e confissões amorosas, descoberta e exercício de ritmos e rimas (dado seu especial interesse pela poesia e versificação), forma de auto-conhecimento e amadurecimento da sensibilidade.
- Sua apreciação cada vez maior pelo universo da filosofia e literatura, particularmente pelo pensamento romântico autêntico e não banalizado, fez com que prosseguisse seus estudos em nível universitário, malgrado em matéria de versos ter sido sempre autodidata.
- Atualmente vem cursando, aos vinte e um anos, o quarto ano de Letras (Português/Lingüística) na USP, condição mais que merecida graças a seus esforços. Embora não escreva agora com freqüência, as vezes que o faz dedica-se à concepção de sonetos decassílabos, metro poético que de todos foi o que sempre lhe mais encantou.
- Longe de se achar poeta, antes versejador-amador, pretende seguir seus estudos até o patamar acadêmico, onde almeja realizar pesquisas na área da tradição lírica e ética cortês e, acaso seu talento se aperfeiçoe a tal, tornar-se crítico literário.
- Entre seus autores preferidos estão: Camões, Manuel du Bocage, Antero de Quental, Petrarca, Dante, Shakespeare, Machado de Assis, José de Alencar, Álvares de Azevedo, Gonçalves Dias, Platão, Schopenhauer e Hegel, não obstante não se possa dizer especialista (por certo admirador) de nenhum deles. Encara a vida com o saudosismo de épocas mais míticas e espiritualizadas, onde se podia acreditar na alegria das cores e brilhos, na pureza de sentimentos, na natureza e em Deus, sem enormes ameaças de niilismo, indiferença e descrença, tão detentoras de nosso século.
- Marcelo Elias Garcia
Jorge
- São
Paulo,
fevereiro 2006