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VIDA INFINITAS
ANDRÉA BORBA
PINHEIRO

Ultimamente,
Ando simplesmente,
Chorando repentinamente,
Por um amor não presente.
Eu não te quero por perto.
Quero muito mais que isso.
Quero poder te proteger todos os dias.
Quero que nosso amor seja algo certo.
Não quero "talvez"... nem "quem sabe"...
Não quero morrer todos os dias por você.
Não é uma maneira digna de usar as vidas que me couberam.
Pois o amor não mata... pelo contrário, o amor ressuscita.
Você sangra por mim e chora por mim.
Eu não sei viver assim.
Machucando, mesmo que sem querer,
A pessoa que me motiva a viver.
Minha vontade é correr,
Para longe de onde estou...
Para perto de você...
Mas adiantaria?
Diga-me, adiantaria?
Morrer internamente todo o dia?
Correr sem te alcançar todo o dia?
Viver sem te ter a toda a eternidade?
O que eu sempre quis,
Era ser tudo que você precisa,
E talvez eu até seja.
Mas onde está você quando eu tento demonstrar?
Onde está o seu amor?
Onde está o seu carinho?
Onde está o seu rosto?
Os seus lábios e o seu corpo?
Eu vou embora.
Pois já está na hora de viver.
- © Andréa Borba Pinheiro
- Brasil
- Direitos Reservados


- Andréa
Borba Pinheiro foi convocada pessoalmente
pela poeta Marilena Trujillo e ela aceitou
publicar suas obras aqui, generosamente e sem benefício pessoal de nenhuma espécie.
Meu agradecimento àqueles que, assim, se prestam à difusão,
à expansão e à atualização da poesia no mundo.
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- Meu agradecimento permanente para os poetas
- Marilena Trujillo e Ógui L. Mauri
- pela gentil supervisão dos textos em lingua portuguesa.
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- Alberto
Peyrano
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